la caisse du mouton
Antoine de Saint-Exupéry

O mar das lágrimas abandonadas [ ou as palavras vindas de olhos a abrir ] [ entre-luas ]

A nascente, está uma enorme e linda lua

É também de branco que amanhã me irei vestir.

O despojar dos hábitos negros e a recusa do langor dos dias.

A Desarticulação da noite e das estrelas. E também as luzes dos barcos no horizonte.

Cria-se assim o combustível que será sustento da senda,

da trajectória indefinida, da rota dos que se perdem para se encontrar.

Continuar acordada, onde o tempo é mais lento e a procura

de outro despertar, remete-nos para outro poema que começa:

“É nesta quietude

que tudo se sonha

para os dias

em que tudo acontece”

Preparam-se assim os amanheceres de luzes difusas,

enevoadas, e as fantásticas nebulosas.

Antecedidos de noites de desalento,

sentada no sofá lendo a lua

e os desejos na imensidão de um céu uno e indivisível

agora magnificamente desmembrado.

Ao crepúsculo, restarão as sombras,

cinzas etéreas do dia consumido.

O chão, no prolongamento da linha perpendicular ao horizonte esbate-se e transforma-se em mar.

O mar das lágrimas abandonadas.

cp

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Uma árvore é uma obra de arte quando recriada em si mesma como conceito para ser metáfora.


Alberto Carneiro