la caisse du mouton
Antoine de Saint-Exupéry

[ sossego ]

Rien de rien!
Fechou a porta acenando-lhe um beijo da palma da mão sentindo aquele enorme sorrir de dentro após o prazenteiro corpo. Pegou na garrafa dirigindo-se ao frigorífico, abriu a outra garrafa, riu e atirou-a ao chão. O chão ficou-se ali de vidros e borbulhas tónicas espalhados. Rien de rien! Sentou-se deitando o corpo com o copo puro de vodka despejado pela goela abaixo à medida que tomava sem métodos cada uma das pílulas. Sentira muitas felicidades, mas esta era sem sombra de quaisquer dúvidas a mais feliz de todas. Assegurou-se uma vez mais de que o melhor fora as risadas. Arrependeu-se de algumas ignorâncias, não saber falar francês, por exemplo. Continuou a rir com a vontade de quem entrevê a liberdade, quase a verdade. Engoliu todas e passou à faixa seguinte.
Tão feliz. En rose! La vie! Mort.


Rien de rien et La vie en rose, Edith Piaf

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Uma árvore é uma obra de arte quando recriada em si mesma como conceito para ser metáfora.


Alberto Carneiro