Re: Não.
Ainda há heróis
amolecidos.
Estarei a estiolar?
Re: Não.
O meu corpo é coberto
amolecido de ti
uma flor.
Ajo?
Re: Broto coragem.
Traslado esta querença
num beijo
num poema
até completar a ode
ao teu amolecimento.

Procurar abrigo - Uma mulher e as duas filhas refugiaram-se num abrigo em Belize City, capital do Belize, antes da passagem do furacão “Dean”. (...)
Foto: Daniel LeClair/Reuters - publico.pt (21/08/2007)


Artefactos do resguardo das ideias privadas.
Ainda não encontrei a solução para o milhar de histórias que passou nisto.
Teria de fazer os retratos das criaturas. Porém distraio-me. Faltam-me construções não-verbais. Não sei a ciência da exactidão e sou alheada nos olhos.
Experimento o silêncio feroz da menina que tem o pai mais forte do mundo ao agarrar os nossos dias. E é natural que assim seja. És o homem que me oferece búzios a lembrar o encantamento pela natureza. Cresci a saber que os homens também lacrimejam. Cresci e não tenho penas de ter crescido.
Silencio as acções a sentir o peito. Começo a ver a infância no aconchego em que me abraçaste. Cresço, já não sou apenas eu. Estás ali nas elaborações da vida. Caio por instantes num coágulo ao visitar os dias em que esmoreceste. E eu tive medo, mãe. E tu acordaste sempre de novo. Em gratidão, continuo a crescer. Reconheço-te. Não tenho ânsias. És bonita. Quero enxertar uma roseira na água desta noite, golpear a mão para fazer o pacto com a sua seiva e baptizá-la Ilda. Quero dizer-te tudo o que no silêncio dos olhos fica.
para ela
