[ hierarquia das sensações ]
O fresco da manhã hoje estava mais seco. Dormi mais de três horas completas, sinto o descanso. Compus o roteiro do dia, planeei fingir tudo até à exaustão. Espero aguentar-me à bronca.
Não tencionava auxiliar pessoas a fazer bochechos com elixir diluído.
Já seria tempo de exercer o direito ao pequeno-almoço sem insurreição no estômago.
Passaram duas horas e dez minutos, abre-se um intervalo. Uma coisa absurda. Escrevo com um intuito bem claro: alcançar um pouco do que reste do fresco da manhã. Como não resta, componho o substituto com palavras.
Sinto as articulações a descoserem-se. Esta é a sensação-mor da manhã.
Possivelmente serei a única a quem conseguirei fingir com êxito, mas isso não me intimida. Dormi mais de três horas completas, sinto o descanso.
Não tencionava auxiliar pessoas a fazer bochechos com elixir diluído.
Já seria tempo de exercer o direito ao pequeno-almoço sem insurreição no estômago.
Passaram duas horas e dez minutos, abre-se um intervalo. Uma coisa absurda. Escrevo com um intuito bem claro: alcançar um pouco do que reste do fresco da manhã. Como não resta, componho o substituto com palavras.
Sinto as articulações a descoserem-se. Esta é a sensação-mor da manhã.
Possivelmente serei a única a quem conseguirei fingir com êxito, mas isso não me intimida. Dormi mais de três horas completas, sinto o descanso.
[ a flor dos olhos e perceptibilidade(s) ]
Talvez se me surgisse um choro desalmado nos olhos.
Poderia descansar abafada numa almofada, ou nas mãos a esconder o rosto.
Não suporto a sobrevivência que a luz comporta disfarçadamente, como se não existam revés.
Se olho para trás a abraçar as horas que faltam ao que não consegui rematar, preciso de muita verdade para respirar. Se penso nas verdades, quero bani-las.
Tenho saudades da generosidade do fresco desta manhã que passou nos meus braços. Sabia, ao senti-lo, que seria breve. Foi. Acabado o fresco, iniciei a recolha de trouxas de narrações que se enfiaram na pele a esmorecer-me os olhos.
Acarreto a inconsciência de não ser da mesma altura das narrações. Decepciono. Enfado tudo. Talvez se me surgisse um choro desalmado nos olhos...
(Poderia descansar abafada numa almofada?)
Entendam, fui uma esponja, não poderia aparecer lúcida.
Poderia descansar abafada numa almofada, ou nas mãos a esconder o rosto.
Não suporto a sobrevivência que a luz comporta disfarçadamente, como se não existam revés.
Se olho para trás a abraçar as horas que faltam ao que não consegui rematar, preciso de muita verdade para respirar. Se penso nas verdades, quero bani-las.
Tenho saudades da generosidade do fresco desta manhã que passou nos meus braços. Sabia, ao senti-lo, que seria breve. Foi. Acabado o fresco, iniciei a recolha de trouxas de narrações que se enfiaram na pele a esmorecer-me os olhos.
Acarreto a inconsciência de não ser da mesma altura das narrações. Decepciono. Enfado tudo. Talvez se me surgisse um choro desalmado nos olhos...
(Poderia descansar abafada numa almofada?)
Entendam, fui uma esponja, não poderia aparecer lúcida.
ouvidos/nariz/garganta//face [ mímica simpática e parassimpática, não-apática ]
Avaliei o que sobrou de voz. Percebi peva.
O único dado exacto é o da sequidão. Engoli água nas várias consistências possíveis. E temperaturas.
Estimo que se tenha afugentado qualquer vibração da minha fala.
Procurei ajuda, tratamentos. Para o(s) tratamento(s), cuidei saber primeiro de que se trata a maleita. (Que é assim a ordem das coisas, pensei.) Não é que goste de andar a entreter-me aos diagnósticos, mas finalmente lá consultei um clínico que ficou a olhar-me boquiaberto, com uma expressão de estranheza, não posso dizer “estarrecido” ou “maravilhado”, no entanto, a reacção dele… diria que me pareceu que o clínico ficou “atónito no bom sentido”. Enfim, um embaraço, pois nem por isso me resolveu a questão, mandou-me tomar aspirina e espirrar sob o efeito de Melaleuca alternifolia 3x/dia. Tea-tree. Sem marcação de próximas consultas.
A inalação de vapores com tea-tree deu azo a uma reacção, de facto. Espirrei. Melaleuca alternifolia. O nome não me sai da cabeça e a fala trambolha se o tento pronunciar. Melaleuca alternifolia. Queima-me a boca. Queima. Agora também o uso nos dedos dos pés, mais precisamente nas unhas. Está a parecer-me que irão atingir alguma boniteza. Mas continuo sem perceber o que fazer da voz. Abro a boca e logo oiço sopros. Ninguém teve ainda coragem de me dizer, porém estou certa de que ando incompreensível. Enfim.
A enciclopédia médica que tenho aqui diz-me pouco sobre sussurros e sopros na voz. (Por falar nisso, tenho de actualizar a subscrição da Reader’s Digest.) Começa a cansar-me este não-mutismo-soprado-mas-fluente que a início parecia ter a sua graça. Treino a articulação verbal-oral de Melaleuca alternifolia, várias vezes ao dia. E algo cheira-me a irreversibilidade. Custa-me. Presumo que sentirei solidão.

photo de Rachel Combs-Gullick, dali
[ é assim mesmo que as gentes gostam de ver os cartazes da cidade ]
A vida dos outros de Florian Henckel
O Caimão de Nanni Moretti
Climas de Nuri Bilge Ceylan
A Maldição da Flor Dourada de Zhang Yimou
Inland Empire de David Lynch
Still Life – Natureza Morta de Jia Zhang Ke
A Nuvem de Gregor Schnitzler
20, 13 – Purgatório de Joaquim Leitão[ distracção ]
Não me sai da boca o sabor agoniado de secreções velhas. É um nojo, bem sei. Não me sai da boca esse danado. Uns disseram-me que falasse para que muito ar passasse nas cavidades a espairecê-las. Outros aconselharam-me silêncio. Já afastei as pessoas para que não tenha de ver os esgares face ao meu bafo. Tenho a casa de banho repleta dos mais revolucionários elixires. Deixei e retomei o fumo, tentei cachimbo, cigarrilha e charuto. Vomitei. Regurgitei. Nada venceu o escarro. Para as cavidades mais estreitas, trago uma bolsa de cotonetes comigo. E um saco de toalhetes. Outro saco para os sujos. São cada vez mais os metros que me distam de outros seres. O telemóvel interrompe tempos-a-tempos a rede, suspeito que sejam efeitos do vapor acre-doce. De nada vale esticar mãos, não tento. Nem ler poemas com as solicitações “ouve-me” ou “toca-me”. Não. Uma espécie de morte nesta vida. Tem sido assim. Tudo em volta do fedor da boca. Hoje, o espanto. Recebi uma carta, uma ordem de despejo. Motivo: a inquilina deixa o átrio e escadas do prédio alagados de sangue à sua passagem. Corri, quer dizer, iniciei uma corrida que interrompi de imediato para verificar que, de facto, ando a deixar um rasto. Percebi, então, a função distractora do fedor da minha boca.
photo de Elena Getzieh, (dali) proposta da lebre :)
a falta de um poema [ lacuna na maturação ]
# um dia destes, um dia, procuro um psi,
quando me perguntar
“Então, e ao que vem?”
respondo
“Por favor, ensine-me
estratagemas para ficar
menos vezes triste e mais vezes zangada.”
Planeio esse dia,imagino o cenário.
Um bar ao fundo da rua
quando sair, após os conselhos,
sentar-me-ei ao balcão desse bar
Virão copos destilados.
Na companhia desses copos
magicarei armas.

“Le genie de l'espece“ (1938), Wolfgang Paalen
edit: cerca de 5 min após tê-lo escrito e afixado, vou dar com este post, diacho!, pensei
nota esclarecedora (que quero esclarecer): os factos não são coincidentes, são as pessoas, somos nós, fazemos-me exclamar "que diacho de coisa tão estranhamente"
quando me perguntar
“Então, e ao que vem?”
respondo
“Por favor, ensine-me
estratagemas para ficar
menos vezes triste e mais vezes zangada.”
Planeio esse dia,imagino o cenário.
Um bar ao fundo da rua
quando sair, após os conselhos,
sentar-me-ei ao balcão desse bar
que inventei.
Virão copos destilados.
Na companhia desses copos
magicarei armas.

“Le genie de l'espece“ (1938), Wolfgang Paalen
edit: cerca de 5 min após tê-lo escrito e afixado, vou dar com este post, diacho!, pensei
nota esclarecedora (que quero esclarecer): os factos não são coincidentes, são as pessoas, somos nós, fazemos-me exclamar "que diacho de coisa tão estranhamente"
um exagero, é o que é
as galerias da Salamandrine aka dolphin.s aka Sandra Ferrás* estão bonitas que é um exagero!
Não se deixem ir daqui sem passar ali ou ali, depois quero ver se não me dão razão!
as galerias da Salamandrine aka dolphin.s aka Sandra Ferrás* estão bonitas que é um exagero!
Não se deixem ir daqui sem passar ali ou ali, depois quero ver se não me dão razão!
* para não te baralhares mais, 'nina-limão :P

pois, lá está... esta photo também é dela ... pfff
aos mais distraídos/ alheados/ ausentes/ desatentos/ ocupados/ etc.
... não percam o que se anda por aí a falar pelas costas.

não vos deixo a papinha toda feita, mas vá lá, ok, cliquem aqui,
entre outras, também podem fazer busca directa nos blogs womenage a trois, os putos ou arrastão que foi adonde fui dar de caras com esta cruzada pelos cus.
photo de Jan Saudek
[ver/ouvir/falar] sequela dolorosa

Está a olhar para a fotografia à mão e a engolir a solidão toda. Escreve a imagem com a mão que se amassou de lodo no afogamento. Agarra a força com muita. E comove-se até engasgar disto tudo. Isto tudo aparece ao lado da ideia: demais.
A ideia de que isto é tudo e que isto tudo é demais colou-se na pele e distrai-lhe o ser numa dor.
Que chama
um pranto.
Que teima em não
suceder.
Será isto - tudo? Será este tudo - demais? Não. É um instante.
(Sôfregos são muitos os dias e fantoches nós nas nossas mãos de lodo.) Ao cobertor, junta as peças do final da hora. É o cobertor. Velho. De sua posse.
Calor.
São os olhos a arder das expressões. Não é cegueira. Repete: são os olhos a arder das palavras sentidas.
Não é surdez-mudez. Nem a ausência de vogais, nem a ausência de consoantes.
Que seja a retirada em palavras.
Oxalá haja uma evasão.
(Há. Existe.)
Subterfúgios.
(Se dizemos surdo, dizemos bem. Se dizemos mudo, dizemos bem.
Poucas são as probabilidades de dizermos, de uma vez bem dita, surdo-mudo. Há, mas nunca vi. Em muitos, alguns anos, nunca vi.) E, quando é cega é-o apenas por momentos selectivos, portanto, a probabilidade de lhe ter surgido um surdo-mudo durante alguma das suas cegueiras momentâneas é, ela também, diminuta.
Há azares, dirão. Que isto tudo que pode ser demais tem as suas coisas do acaso e a quem sorteada calhe a surdez pode ser abanada também uma mudez. Pois há. (E eu vi.) (Eu já vi. E a mim não calha um prémio por ter visto, que seria de morbidez isto, demais. Expressamo-nos assim confusos de ouvir mal a mudez. Expresso-me assim confusa de ouvir mal a mudez.)
Está a olhar dentro da água. Onde nunca conseguiu abrir os olhos. E engoliu muita.
Cicatriza lâminas de que se trespassou. Com prejuízo de outros. E arroja culpas. E arroja medos.
Passa devagar a tentar desperceber-se. Estranha. Esquiva. Vem de olhar dentro da água e estranhou os trespasses de lâmina, os falsos trespasses. Atravessa a tentar escapar a mais algumas assumpções. E atravessa.
Descansa um pouco inerte.
Retoma a lembrar a surdez-mudez, que é tão rara. Trespassa a ideia. Nauseia.
Insignificante vibração a que sai do grunhido acabado de nascer em si. Sem lhe pedir, fica.
Tão rapidamente. Volta a descansar. Salta.
Baixa. Abaixa-se e resta enfim no pranto tardio. Abaixa-se a descansar entre águas. Assim, o silêncio ocupa o lugar merecido.
A ideia de que isto é tudo e que isto tudo é demais colou-se na pele e distrai-lhe o ser numa dor.
Que chama
um pranto.
Que teima em não
suceder.
Será isto - tudo? Será este tudo - demais? Não. É um instante.
(Sôfregos são muitos os dias e fantoches nós nas nossas mãos de lodo.) Ao cobertor, junta as peças do final da hora. É o cobertor. Velho. De sua posse.
Calor.
São os olhos a arder das expressões. Não é cegueira. Repete: são os olhos a arder das palavras sentidas.
Não é surdez-mudez. Nem a ausência de vogais, nem a ausência de consoantes.
Que seja a retirada em palavras.
Oxalá haja uma evasão.
(Há. Existe.)
Subterfúgios.
(Se dizemos surdo, dizemos bem. Se dizemos mudo, dizemos bem.
Poucas são as probabilidades de dizermos, de uma vez bem dita, surdo-mudo. Há, mas nunca vi. Em muitos, alguns anos, nunca vi.) E, quando é cega é-o apenas por momentos selectivos, portanto, a probabilidade de lhe ter surgido um surdo-mudo durante alguma das suas cegueiras momentâneas é, ela também, diminuta.
Há azares, dirão. Que isto tudo que pode ser demais tem as suas coisas do acaso e a quem sorteada calhe a surdez pode ser abanada também uma mudez. Pois há. (E eu vi.) (Eu já vi. E a mim não calha um prémio por ter visto, que seria de morbidez isto, demais. Expressamo-nos assim confusos de ouvir mal a mudez. Expresso-me assim confusa de ouvir mal a mudez.)
Está a olhar dentro da água. Onde nunca conseguiu abrir os olhos. E engoliu muita.
Cicatriza lâminas de que se trespassou. Com prejuízo de outros. E arroja culpas. E arroja medos.
Passa devagar a tentar desperceber-se. Estranha. Esquiva. Vem de olhar dentro da água e estranhou os trespasses de lâmina, os falsos trespasses. Atravessa a tentar escapar a mais algumas assumpções. E atravessa.
Descansa um pouco inerte.
Retoma a lembrar a surdez-mudez, que é tão rara. Trespassa a ideia. Nauseia.
Insignificante vibração a que sai do grunhido acabado de nascer em si. Sem lhe pedir, fica.
Tão rapidamente. Volta a descansar. Salta.
Baixa. Abaixa-se e resta enfim no pranto tardio. Abaixa-se a descansar entre águas. Assim, o silêncio ocupa o lugar merecido.

photos
[ D'esta arte dos dias ]
Deve haver um lugar onde um braço
e outro braço sejam mais que dois braços,
um ardor de folhas mordidas pela chuva,
a manhã perto nem que seja de rastos.
e outro braço sejam mais que dois braços,
um ardor de folhas mordidas pela chuva,
a manhã perto nem que seja de rastos.
Eugénio de Andrade

dar a mão à palmatória e o braço a torcer (e tal) [au revoir]
Pronto, vou desligar isto tudo, acabei de declarar que, por hoje, já não dou uma para a caixa. É assim. Às vezes fazemos um esforço, mais um sprint e tal. Hoje não.
Hoje está demasiado presente aquela sensação de que se tento o sprint malho no chão e fico estatelada. E como me começa a chatear esta conversa do “ah, ando muito cansada, pãozinho sem sal e tal”, vou a casa buscar a minha companheira fotográfica, passo pelo café onde espero ainda apanhar a minha amiga e ainda tento uma horita para cortar o cabelo. Isto tudo antes da cine-sessão das terças. Au revoir.
tentei escolher apenas uma photo, mas não consegui, ficam bem demais todas seguidas para serem separadas Hoje está demasiado presente aquela sensação de que se tento o sprint malho no chão e fico estatelada. E como me começa a chatear esta conversa do “ah, ando muito cansada, pãozinho sem sal e tal”, vou a casa buscar a minha companheira fotográfica, passo pelo café onde espero ainda apanhar a minha amiga e ainda tento uma horita para cortar o cabelo. Isto tudo antes da cine-sessão das terças. Au revoir.
Photos de C.J. e Lumière Morte
despropósito [ l o u c u r a ]
Começo com uma palavra ao colo e abanam-se-me as tripas deglutidas.
(Metidas na garganta a espetar o respeito.) É pelo sentido melindrado da palavra
que recuo.
Não me eriça os pêlos a leviandade n'A palavra. Sou quase engolida
em solavancos pela encarnação d'ela. Com reverência, recolho à minha verdade,
que eu vou para onde tenho de ir. A palavra, que volte, sozinha.
(Metidas na garganta a espetar o respeito.) É pelo sentido melindrado da palavra
que recuo.
Não me eriça os pêlos a leviandade n'A palavra. Sou quase engolida
em solavancos pela encarnação d'ela. Com reverência, recolho à minha verdade,
que eu vou para onde tenho de ir. A palavra, que volte, sozinha.

photo de André Bonirre
errata por Monsieur Bonirre: «Minhas são só as sardinhas, a menina é emprestada do Frank Juery.» :)
post encriptado e cobardia(isto já vai passar, haja fé!) [ Loosing my religion ][ That's me in the corner ][ And I don't know if I can do it ]
Ontem fiz uma viagem de carro mais longa que o habitual, na rádio passaram esta canção, o volume subiu aos limites e dei por mim a cantar com afinco. A canção acabou e vociferei num lamento assumido: too much work and no fun makes Margerete a dull gal. Pois é. Doeu. Entrou uma pedrinha na minh’alma. Num instante, o cansaço veio espicaçar-me os olhos, distraindo da dor a fracção do meu ego que se dedica à pândega, que abri tanto quanto pude para continuar viagem, atenta e alinhada.
À noite, fiz a discriminação mental de cada uma das actuais fontes deste maldito que tem tomado conta de mim.
Pode haver (que há) aumento de trabalho e também de outras actividades extra-trabalho. Sim, isso ajuda bastante-muito ao cansaço que começa a sobejar. Depois, as naturais dificuldades de cada um que levam a certa angústia (eu sei, eu sei: trazer uma aflição dentro do peito, é da vida um defeito que se extingue com a razão*, mas que posso eu fazer se a minha razão começa tão longe da emoção?), no meu caso, por exemplo, a crescente dificuldade em manter-me organizada (quem me viu e quem me vê… ai ai [suspiro] era uma moça tão alinhadinha com as papeladas!).
Há também as variações esquizofrénicas das condições climatéricas que não ajudam, pois… A época do ano típica de esgotamentos pré-férias e tal e coisa…
E ouvimos dizer de fadigas crónicas, burnout e outras maleitas.
.jpg)
E vêm uns marmanjos falar-nos de coisas. E eu sei (eu tenho obrigação de saber, dizem-me algumas pessoas). Fala-se das milhentas vantagens de. E tal. E coisa. E o diabo a sete. Ah! (E o medo de ficar sem algo que não é.) Enfim, por agora, não me apetece diagnósticos, mas uma coisa é certa: puseram-me a pensar neste imbróglio como não pensava há muito tempo e acho que vou arranjar lenha para me queimar!
À noite, fiz a discriminação mental de cada uma das actuais fontes deste maldito que tem tomado conta de mim.
Pode haver (que há) aumento de trabalho e também de outras actividades extra-trabalho. Sim, isso ajuda bastante-muito ao cansaço que começa a sobejar. Depois, as naturais dificuldades de cada um que levam a certa angústia (eu sei, eu sei: trazer uma aflição dentro do peito, é da vida um defeito que se extingue com a razão*, mas que posso eu fazer se a minha razão começa tão longe da emoção?), no meu caso, por exemplo, a crescente dificuldade em manter-me organizada (quem me viu e quem me vê… ai ai [suspiro] era uma moça tão alinhadinha com as papeladas!).
Há também as variações esquizofrénicas das condições climatéricas que não ajudam, pois… A época do ano típica de esgotamentos pré-férias e tal e coisa…
E ouvimos dizer de fadigas crónicas, burnout e outras maleitas.
.jpg)
E vêm uns marmanjos falar-nos de coisas. E eu sei (eu tenho obrigação de saber, dizem-me algumas pessoas). Fala-se das milhentas vantagens de. E tal. E coisa. E o diabo a sete. Ah! (E o medo de ficar sem algo que não é.) Enfim, por agora, não me apetece diagnósticos, mas uma coisa é certa: puseram-me a pensar neste imbróglio como não pensava há muito tempo e acho que vou arranjar lenha para me queimar!
Dedicado: para o Pedro e para a Menina-Alice
… seus patifes! :)
enfim... cantemos, irmãos, que é fim de semana, weeeee!
Life is bigger
It's bigger than you
And you are not me
The lengths that I will go to
The distance in your eyes
Oh no I've said too much
I set it up
That's me in the corner
That's me in the spotlight
Losing my religion
Trying to keep up with you
And I don't know if I can do it
Oh no I've said too much
I haven't said enough
I thought that I heard you laughing
I thought that I heard you sing
I think I thought I saw you try
Every whisper
Of every waking hour I'm
Choosing my confessions
Trying to keep an eye on you
Like a hurt lost and blinded fool
Oh no I've said too much
I set it up
Consider this
The hint of the century
Consider this
The slip that brought me
To my knees failed
What if all these fantasies
Come flailing around
Now I've said too much
I thought that I heard you laughing
I thought that I heard you sing
I think I thought I saw you try
But that was just a dream
That was just a dream
Loosing My Religion, R.E.M.
* Caetano Veloso na canção Chuvas de Verão
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